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LITERATURA Um vale, uma história
Gláucia Lima Maciel Estudante do 8º período do curso de Pedagogia e moradora do “FEMININO”
Quem não sabe sorrir e chora por motivos tantos? O sol quente e fluente Solo árido, rios termitentes Um sertão de espíritos Perdidos na singeleza que encanta Quem vive no Vale Aprende a fazer tudo valer a pena Calejados de corpo e alma Sustentam a ignorança real De sonhos intocáveis Povo que colhe dia-a-dia Algo inenarrável como a simplicidade Marcada pela singularidade Dos seus atos, costumes e crenças A fé eleva o povo do Vale Vale sorrir, Vale chorar, Vale cantar... Vale do Jequitinhonha Vale ser tão de Minas, Ser Pedra Azul, Itaobim, Diamantina Revelar-se Minas Novas, Itamarandiba, Turmalina... Contrastes efêmeros, Vislumbrados em realidades concretas...
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19h34
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DESALOJAMENTO Um mal ainda necessário
Vagner Ribeiro
Um fato que causou estranhamento aos moradores dos alojamentos foi a forma de estadia dos estudantes que se alojaram na universidade no ultimo período de férias. A locação que era usualmente feita se dava da mesma forma em todos os apartamentos, sendo que os moradores que tinham permissão para ficar, se alojavam no “VELHO”. Entretanto nesse período, alguns apartamentos, não só no “VELHO” mas também em todos os outros alojamentos foram ocupados por esses estudantes. O Pró-reitor de Assuntos Comunitários Luciano Esteves Peluzio, justificou essa mudança argumentando que os próprios residentes ajudam na vigilância dos prédios.
Esse fato reascendeu a discussão sobre os critérios adotados pela Pró-reitoria quanto aos aluguéis dos apartamentos, já que em todo final do período, os moradores são obrigados a retirar todos os seus pertences para que os apartamentos sejam alugados, mesmo que não haja procura.
Os moradores reclamam do transtorno de terem que fazer praticamente uma mudança por semestre. Além disso, alguns estudantes sem condições financeiras de voltar para casa ficam impedidos de permanecer nos locais onde moram. Outro foco de questionamento é a não conversão do dinheiro arrecadado apenas para os apartamentos que foram alugados e, também, o sumiço eventual de objetos deixados nos apartamentos.
Apesar disso, alguns dos residentes acreditam na importância do dinheiro arrecadado para os próprios estudantes. “A época de formatura é um exemplo de quando os estudantes usufruem o benefício de morar nos alojamentos”, garante o estudante de Engenharia de Agrimensura, Daniel Rossi Altoé, morador do “PÓS”, sobre a forma privilegiada de aluguel que têm os formandos moradores. Eles têm a preferência na escolha para a locação dos quartos onde moraram durante a vida acadêmica e de fazê-lo por um preço menor do que os demais estudantes.
Peluzio afirma que o di-nheiro arrecadado com o aluguel dos apartamentos é usado integralmente para ajudar a manter as estruturas dos seis prédios existentes. “A Pró-Reitoria reconhece o incômodo causado aos moradores, mas não há outra forma de arrecadação de dinheiro e nem de alojar os visitantes que se encontram em Viçosa, pois a cidade ainda não oferece esta estrutura a um preço acessível”, assegura Peluzio. O dinheiro arrecadado, além de ser usado em obras de manutenção, está sendo aplicado na construção de salas de informática nos alojamentos.
Se usado com responsa-bilidade, a fonte geradora de renda pode resolver muitos problemas. O que cabe a cada um é fiscalizar a implementação da verba e solicitar um orçamento participativo da administração com os residentes, para que os moradores decidam onde e em quê gastar o recurso.
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19h30
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REPÚBLICAS Vivendo na corda bamba
Priscilla Almeida
Moradoras e amigos da República “As Flageladinhas”
A república “As Flageladinhas” está situada no “VELHO” e foi criada pelas moradoras do quarto 1012 (leia-se dez-doze), no final de 2003. A sua concepção veio da idéia das moradoras Maria Fernanda Costa, Sílvia Fernandes de Assis, Sueli de Souza e Adriana Oliveira de dar uma personalidade para o quarto.
Atualmente, somente Adriana mora na república, junto com a caloura de Gestão do Agronegócio, Fabiana de Paula, a mais nova “flageladinha”. As outras três primeiras formaram-se em maio último mas, nem por isso, deixam de manter contato ou de visitar a república na qual criaram grandes amizades e passaram por muitas experiências.
O nome “As Flageladinhas” surgiu quando as estudantes perceberam que viviam rindo delas mesmas porque sempre pediam coisas emprestadas para as vizinhas de outros quartos. “Vivíamos na corda bamba e passando aperto”, comenta, entre risos, Adriana. Entretanto, a criação da república só ocorreu depois que as moradoras do dez-doze tinham muita afinidade umas com as outras e também muita liberdade. “A gente achou que não éramos só pessoas que moravam juntas, a gente era meio que uma segunda família”, afirma Adriana, que pretende se formar em Pedagogia em fevereiro de 2007. Para ela, caso haja mudança de quarto, a idéia é que “As Flageladinhas” continue a existir.
Regidas sobre as mesmas regras dos outros moradores de alojamento, a república só pôde realizar duas festas, ainda assim com horário controlado. Nestas e em outras situações, aconteceram muitas histórias engraçadas, geralmente ligadas à culinária e à pouca experiência na cozinha de algumas das moradoras.
A estrutura do “VELHO” tem favorecido a convivência na república, uma vez que a parede divisória existente no quarto possibilita que uma moradora estude, enquanto a outra durma, converse ou assista televisão. E, devido à criação da república entre alguns moradores de outros alojamentos e amigos, as moradoras do dez-doze chegaram a “perder” o próprio nome, sendo identificadas carinhosamente apenas por “flagelada”.
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19h27
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Vários mundos em um mesmo quarto de alojamento
Grasiela Gomide de Souza Psicóloga do Serviço Psicossocial/UFV gragomide@ufv.br • 3899-1675
Pensar em relacionamento humano é pensar em algo muito presente em nosso cotidiano, em algo que nos acompanha em qualquer área da nossa vida. Cada pessoa é um ser único, constituindo com referenciais próprios o seu íntimo e filtrando a realidade de uma forma peculiar. Podemos até perceber quais são os sentimentos de uma pessoa, mas não podemos sentir exatamente como ela sente. Como diz Caetano Veloso: “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”.
Mesmo percebendo o mundo de uma forma única, encontramos outras pessoas pela vida. Imagina quantos mundos existem dentro de um mesmo quarto de alojamento; cada um com seu filtro, com seus valores e projetos. E o nó de muitos relacionamentos é que esperamos que o outro sinta ou haja da mesma maneira que nós. Ficamos presos ao nosso mundo e não percebemos ou não aceitamos o mundo do outro. E, muitas vezes, a relação torna-se rígida, em que esperamos que o outro corresponda às nossas expectativas plenamente. E quantas vezes ainda esperamos que a outra pessoa adivinhe as nossas expectativas. E ficamos apenas com os nossos poderosos pensamentos que dão asas à imaginação...
E essas diferenças podem aparecer de diversas maneiras em um relacionamento. Há aqueles que não aceitam as suas próprias diferenças e buscam sempre corresponder às expectativas alheias; estão a mercê do outro e perdem todo o seu espaço. Já tem pessoas que acreditam que os seus critérios são os referenciais do mundo e invadem o espaço alheio sem um mínimo de cerimônia.
Se realmente você entende que o outro é diferente de você, que ele assim como você também tem o mundo dele, então, é possível tratar os conflitos nas suas devidas proporções e tirar proveito deles. Se me permito expressar os meus anseios e se permito que o outro também se expresse, da sua forma, torna-se mais possível dar novos laços nessa relação e um ir em direção ao outro. E acredito que nada melhor do que um quarto de alojamento para o encontro desses mundos, não é?
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19h24
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EM FOCO Alojamento: uma questão de números?
Victor Godoi

A história dos alojamentos da UFV começa quando essa ainda era a Escola Superior de Agricultura e Veterinária (ESAV). O campus era, então, composto basicamente por galpões, plantações, e pelos edifícios Arthur Bernardes, onde ficavam a administração e as salas de aula, e Bello Lisboa (“VELHO”), que consistia em alojamento para 112 moradores e refeitório. Em 1928 a ESAV possuía 12 estudantes na graduação, além de outros em cursos técnicos profissionalizantes (Dados da Pró-Reitoria de Planejamento e Orçamento).
A Escola cresceu, tornando-se, em 1948, a Universidade Rural do Estado de Minas, com número maior de cursos e alunos. Somente em 1963, porém, seria construída a segunda estrutura para alocação de estudantes, desta vez o “FEMININO”, com capacidade para 232 moradoras.
No início da década de 70, a já conceituada Universidade Federal de Viçosa contabilizava 786 estudantes na graduação e 236 na pós. No mesmo período foram inaugurados os prédios do “NOVO” (feminino) e do “NOVÍSSIMO” (masculino), com capacidade para alojar 184 e 192 moradores, respectivamente. A capacidade total de alocação era, então, de 720 pessoas. No entanto, a UFV continuaria crescendo, chegando à década de 80 com 3.972 estudantes na graduação e 554 na pós. O crescimento da área de Pós-Graduação levou à construção dos alojamentos “PÓS” e “POSINHO”, capazes de abrigar, respectivamente, 360 e 180 moradores.
Mas os tempos mudaram. O “Milagre” Econômico fracassou, a Ditadura Militar caiu, e a UFV continuou crescendo, agora sob as asas da democracia. A política para o Ensino Superior passou a ser de crescimento. Tal expansão, sem o devido planejamento, porém, fez com que a UFV chegasse ao quadro em que nos encontramos: em 2006, somos 9.384 estudantes de graduação e 1.921 de pós-graduação, enquanto são oferecidas 1.382 vagas nos alojamentos.
A representante da CMA, Sandra Gonçalves Costa, salienta que apesar das atuais manifestações contra o “inchaço” da UFV, o Movimento Estudantil concorda que a expansão das universidades públicas é necessária, “mas desde que haja ampliação da estrutura da universidade, o que não ocorre. Isso se reflete nos alojamentos. Por exemplo, não foram construídos mais alojamentos, e no “FEMININO”, o quarto que antes era para quatro pessoas passou a ser para cinco, limitando cada vez mais o espaço”. Para Sandra, a expansão deveria ocorrer a partir do momento que a Administração da UFV tivesse a Assistência Estudantil como prioridade, com a criação do Fundo que arrecadaria verbas para esta área.
O Pró-Reitor de Assuntos Comunitários, Luciano Peluzio, discorda e afirma que a Assistência Estudantil é sim uma prioridade na atual Administração. E aponta frutos da atual política de investimentos, como a aquisição de 550 novos colchões pela DAE, a reforma do “POSINHO”, a construção de uma nova estrutura para alimentação (no espaço Multiuso) e a ampliação do atendimento na Divisão de Saúde. Para o Pró-Reitor, pode-se resumir a situação da UFV em números: “Basta comparar numericamente com a UFMG, por exemplo. Ela é cerca de quatro vezes maior que a UFV, e atende a cerca de 300 estudantes nos alojamentos. Nós fazemos quase cinco vezes mais que isso”.
Todas as partes parecem concordar, porém, em um ponto: antes da construção de novos alojamentos é necessária a reforma das atuais estruturas. Exceto pelo “FEMININO”, que passou por uma reforma no ano passado, há mais de 30 anos que não é feita uma reforma adequada nos alojamentos. A política da Pró-Reitoria é de reestruturação do que já existe. “De imediato, é o que podemos fazer com nossos recursos. Concluídas as reformas, poderemos falar em ampliação. Talvez até em um futuro próximo. A UFV sempre fez, faz e continuará fazendo Assistência Estudantil. É política da UFV. É determinação. É história”, conclui Peluzio.
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19h21
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COLETA SELETIVA Reciclagem como fonte de auxílio a servidores e estudantes da UFV
Daniel Aroni
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a quantidade média de lixo produzida diariamente no país é de 0,6 kg por pessoa, totalizando um volume nacional de aproximadamente 110 mil toneladas diárias. Deste montante, apenas 2% é coletado seletivamente para reciclagem, cabendo a poucos projetos ou instituições o desempenho de tal função. Na Universidade Federal de Viçosa, é o “Projeto Reciclar”, da Associação Beneficente de Auxílio a Funcionários e Estudantes da UFV (ASBEN), que realiza desde 1995 a coleta seletiva no campus.
Fundada no ano de 1986, a ASBEN, por meio de contribuições, doações e do “Projeto Reciclar”, recolhe recursos em prol da comunidade acadêmica. Os benefícios oferecidos pela Associação consistem na concessão de descontos em consultas médicas, odontológicas, em farmácias, óticas, laboratórios de análises, entre outros.
Contudo, o vice-presidente da instituição, José Antônio Rezende Pereira, garante que o auxílio prestado aos associados poderia ser maior, já que o “Projeto Reciclar/ASBEN” não recolhe nem um terço do lixo reciclável da UFV. Ele explica que a forma de separação do lixo praticada por servidores e moradores de alojamento é incorreta, pois se mistura, em um mesmo saco plástico, materiais orgânicos (restos de comida, varreduras, papéis molhados) com inorgânicos (vidro, metais, papel e plástico), dificultando o trabalho dos caminhões de coleta na identificação do que pode ser reciclado. Outro problema apontado pelo vice-presidente é a falta de mobilização do Serviço de Vigilância do campus para barrar a ação de catadores não autorizados. “A Vigilância não toma nenhuma providência. Estou cansado de fazer denúncia.” reclama.
O vice-presidente da Associação diz que uma forma existente de organizar a separação dos materiais é dividi-los em sacos plásticos de cores diferentes. Sacos plásticos pretos seriam para acomodar o lixo orgânico, e os brancos ou azuis para os materiais recicláveis. Segundo a ASBEN, mesmo podendo requisitar esses sacos plásticos gratuitamente na Diretoria de Material da Universidade, muitos chefes de órgãos da UFV não realizam o pedido.
O ex-Chefe da Divisão de Assistência Estudantil, Jorge Luiz Martins Rezende, diz que desconhece a existência do sistema de sacos plásticos na separação de lixo. Ele destaca que não há coleta seletiva em todos os alojamentos, porque “agora que nós estamos nos conscientizando sobre isso.” Segundo o ex-Chefe, “isso depende também de material, da ASBEN fornecer latões sepa-rados e da conscientização dos alunos.”
A estudante de Agronomia e mora-dora do alojamento “NOVO”, Juliana Maria de Oliveira, gostaria que tivesse, em seu alojamento, um tambor para cada tipo de lixo, além da distribuição de lixeiras nos quartos, a fim de facilitar a separação desses produtos pelas próprias moradoras. O estudante de Ciências da Computação, Francislei Araújo, morador do “NOVÍSSIMO”, afirma que “seria interessante se fosse promovido um trabalho de conscientização e reciclagem, porque, afinal, a gente que está aqui na universidade tem que dar o exemplo.”
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19h16
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MOVIMENTO ESTUDANTIL Mobilização dos estudantes obtém resultados
Welington Gonzaga
A ocupação da Divisão de Assistência Estudantil (DAE) no final do semestre letivo 2006/1 foi assunto polêmico dentro do campus da UFV. O prédio, onde então trabalhava a chefia da DAE, foi ocupado pelos estudantes entre os dias 23 e 26 de agosto como forma de pressionar a Administração para atender às reivindicações da “Carta de Assitência Estudantil” - um documento elaborado a partir de assembléias nos alojamentos e aprovado em plenária. A ação, legítima e organizada, foi encabeçada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) no contexto da campanha “Inchar não é crescer”.
Reunião dos estudantes em frente à DAE
Além do apoio dos moradores de alojamento, a mobilização contou com a participação de estudantes não ligados diretamente à assistência estudantil. “Participar das atividades dentro da universidade faz parte da atuação do estudante enquanto sujeito político dentro da instituição. A assistência estudantil é essencial à todos os estudantes da UFV. Portanto, lutar pela sua melhoria é papel de toda a categoria estudantil”, disse Vivian Neves Fernandes, membro da coordenação geral do DCE. A iniciativa dos universitários conseguiu, dentre outras exigências da Carta enviada à Reitoria, o afastamento do então Chefe da DAE, Jorge Luiz Martins Rezende, de qualquer função ligada à Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários.
Em entrevista ao “Alô!jamento Notícias”, o ex-Chefe da DAE disse que o principal motivo para ter se tornado alvo de críticas dos estudantes foi advertências dadas a alguns moradores. Rezende disse ainda que durante sua administração ocorreram melhorias na assistência estudantil, com destaque à conclusão da reforma do “FEMININO” e à criação das salas de informática com 13 computadores conectados à internet no “VELHO”. Com o afastamento da DAE, Rezende volta para o Departamento de Bioquímica, seu setor de origem.
Mobilização é parte da campanha “Inchar não é crescer”, do DCE
NOVO CHEFE • Apesar das decisões terem sido tomadas durante as férias - quando os estudantes não estavam presentes na universidade - a DAE possui, desde 25 de setembro, um novo Chefe. De origem humilde, Sebastião Carlos da Fonseca assume os desafios da função de chefe da DAE estando ciente das dificuldades enfrentadas pela assistência estudantil e, também, do momento delicado pelo qual a chefia anterior passou.
Formado em Administração de Empresas pela UFV em 1992, Sebastião Carlos da Fonseca atuou, de 2003 a 2005, como presidente da Associação dos Servidores Administrativos da UFV (ASAV), ficando conhecido como “Tião da ASAV”. O novo chefe da DAE possui embate político com o Instituto UFV de Seguridade Social (AGROS) e, também, com a Administração devido ao desvio de função. “Alguns comentários na época diziam que (a indicação para o cargo) era um cala a boca porque estava batendo de frente. Era uma forma de dar um cargo para mim e esfriar o movimento. Não é nada disso. Se eu puder utilizar (o cargo) para crescer tanto o sindicato quanto o relacionamento com os estudantes, eu vou usar disso”, disse Sebastião.
Já no início do trabalho, encontrou um quadro de funcionários defasado - com servidores prestes a aposentar e outros em desvio de função. Para reverter esse quadro foram oferecidos cursos de reciclagem para os servidores. Entre os demais planos para sua gestão, pretende uma administração baseada no diálogo, trabalhando em contato com os estudantes e com a Comissão dos Moradores de Alojamento (CMA). “É preciso fortalecer essa comissão que é um órgão de subsídio aos estudantes”, completa ele. Além disso, planeja cursos de informática para ensinar aos moradores de alojamento o manuseio do sistema operacional Linux, utilizado nos laboratórios de informática.
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19h11
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EDITORIAL A luta continua
Depois de um final de período marcado por reivindicações e uma legítima organização por parte dos estudantes, representados por entidades como o Diretório Central dos Estudantes (DCE), Comissão dos Moradores de Alojamento (CMA), Centros e Diretórios Acadêmicos (CA´s e DA´s), atingimos o primeiro mês de aulas e mudanças consideráveis são efetivadas no tocante à Assistência Estudantil da UFV: a Divisão de Assistência Estudantil (DAE) tem a sua frente um novo chefe. Fato este, que vem atender um dos pontos mais esperados da Carta da Assistência Estudantil - o afastamento do então chefe Jorge Luiz Martins Rezende.
Embora tenham conquistas já consolidadas, outros pontos aprovados pela Reitoria ainda precisam ser implementados: a paridade da comissão que estudará o regimento dos alojamentos; a instituição de uma comissão paritária que irá elaborar um projeto político de moradia estudantil e a instituição de um conselho gestor para atuar, em caráter assessor, junto à chefia da DAE. A efetiva execução desses pontos demandam um tempo maior. Portanto, exige por parte dos estudantes um grande empenho em acompanhar e examinar esse processo. Pois só assim, iremos assegurar uma Assistência Estudantil de qualidade, necessária ao acesso e à permanência de muitos estudantes no Ensino Superior.
Nesta edição, o ALÔ!JAMENTO NOTÍCIAS traz duas novidades: a coluna da psicóloga do Serviço Psicossocial da UFV, Grasiela Gomide, que abordará assuntos referentes à vida e ao convívio nos alojamentos. E a criação de um espaço literário e opinativo, destinado à publicação de textos dos moradores.
A data da reunião para discutirmos os temas da próxima edição será divulgada nos murais dos alojamentos. Contamos com a participação de todos para construirmos um jornal cada vez mais democrático.
Escrito por
Redação
às
19h05
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